segunda-feira, 19 de abril de 2010

Good night ladies and gentleman, brothers and sisters, Molko boys and Molko girls!

segunda-feira, 19 de abril de 2010
Devo dizer que pouca coisa que já vivi consegue se igualar a esse show. Superar, menos ainda. Dia 17 de abril de 2010 jamais será esquecido e devo agradecer não só ao Placebo por ser uma das bandas mais fodas de todos os tempos mas também àqueles que passaram o dia comigo e colocaram um tempero a mais em tudo. Obrigada mesmo a você, Carlos, por compartilhar todas as emoções que eu tive desde que anunciaram esse show. Obrigada à Lays e à Pri por terem se tornado tão amigas e especiais em tão pouco tempo, por serem pessoas tão amáveis. Obrigada ao pessoal da caravana que ficou conosco todo o tempo trocando músicas no ônibus, animando conversas felizes na fila, dividindo lanche e conversando em inglês com pessoas dorgadas. O show não seria o mesmo sem todos vocês.

For What It's Worth. Apesar de eu achar que eles podiam ter escolhido outra música pra abrir o show, foi perfeita em cada segundo. Ashtray Heart muito muito boa. Battle for the Sun, preciso dizer? "Dreeeeam brother, my killer, my lover". Soulmates Never Die aperta mais ainda ao vivo.
Pausa, cumprimentos. Todos os Molko boys e Molko girls atentos e surtando ao ouvir a historinha do Brian que introduz Speak In Tongues. Não tem preço imaginá-lo pequeno, de mãos dadas com a mãe e roupinhas comportadas, indo à igreja. Vídeo aqui

Speak In Tongues, então. Uma das melhores do show, muita emoção fluindo pela plateia. Combinando com a bateria - linda - do Steve; "We can build a new tomorrow, today". Follow the Cops Back Home me fez quase chorar. Muito bonita, tocante. Nunca foi uma das minhas favoritas mas tenho tirar o chapéu pra esses caras, conseguiram deixá-la muito foda. Every You, Every Me é aquele tipo de música que, quanto mais você ouve, mais você quer ouvir. Participação do público impecável, empolgante, dava mais vontade de pular e gritar a cada segundo. Special Needs, outro aperto no coração. Lindíssima, sem palavras pra descrever.

Outra pausa, outro comentário feliz do Molko. Remeber to Breathe Underwater. Começando a melhor parte do show, foi de tirar o fôlego. Julien fica melhor ainda e The Never-Ending Why vem pra esgotar todas as energias. Muito muito muito foda.

Não tinha dado a devida atenção à Bright Lights quando a ouvia no álbum. Muito boa também, manteve o clima das três músicas anteriores sem nenhuma dificulade. "Bright Lights and Black Holes" deu um "quê" a mais. Ver Devil in the Details ao vivo me fez gostar mais dela, me emocionar como nunca imaginei. Meds, versão excepcional. Começando bem lenta e, aos poucos, engrossando o ritmo. No final, atuação muito fofa do Brian fingindo que esqueceu "forget" na última estrofe.

Song To Say Goodbye é uma das minhas favoritas desde sempre e continua sendo. Special K, êxtase total. "Parapapapararara", me levou à loucura pra sempre. Valeu pelo show inteiro. The Bitter End igualmente empolgante.

Pausa de novo, a banda sai do palco e fica no telão a imagem de uma bailarina quase nua, corpo pintado e "parte de baixo" coberta por um cinto estranho de pelúcia vermelha com uma, ahn, prolongação. Girando, girando, girando. Uma das imagens mais bizarras que eu já vi na vida btw. "Placebo, Placebo, Placebo" alguns gritavam, então eles voltam.

Trigger Happy. Pouco conhecida, só com versão ao vivo. Mesmo assim, um show de interação entre a banda e o público. Molko interpreta, sorri, grita, revolta. "Put your hands in the air, wave them like you give a FUCK!". Bom demais. Infra-red, por si só, já é empolgante. Luzes vermelhas. Chega, então, Taste in Men. Perfeita, furiosa, parecia não ter fim, mesmo sem a dancinha tão esperada do Stefan. A última do show mas nem de longe a que acaba com os ânimos e te faz voltar pro mundo real; pelo contrário, parece te levar pr'um outro mundo.

Então acaba. A banda se despede naquela imagem do começo do post. Fiquei esperando uma lembrança que não veio mas isso não impediu minha total felicidade. Saem do palco, desliga o telão, as luzes comuns acendem. A ideia de que o Placebo estivera ali na última hora e meia ainda era (e é) difícil de ser digerida. Abracei apertado aqueles que agradeci e comecei a voltar a colocar os pés no chão. Olhei pro palco vazio por alguns segundos - que pareceram eras - e algumas lágrimas ameaçaram cair. Ia embora virando a cabeça a cada momento, tentando repassar tudo que acontecera ali. Em vão. Tudo foi grandioso demais pra ser entendido.

Game Over
Credits: 0
Insert Coin

1 comentários:

Carlos Strife disse...

Nha, mô *-*
Agradeço por você ter feito tudo isso se tornar tão especial e perfeito ^^
O show foi realmente excepcional!
Setlist bem montado (embora eu também ache que FWIW não é boa pra abrir show), execução maravilhosa, banda de apoio correta (principalmente a Fiona) e interação bacana do Stefan. O Brian cantou muito bem e, apesar de falar muito pouco com o público, o que fez já foi suficiente pra provar o quanto ele é mestre \o/
O único problema do show é que ele é tão perfeito, as músicas ficam TÃO melhores, que o tempo passa muito rápido =/
Um show marcante e que certamente mudou quatro vidas naquele dia (pelo menos!).
Sem contar os detalhes antes do show (comprarmos os ingressos, irmos pra São Paulo com o povo da caravana que era MUITO gente boa - e que mal posso esperar pra encontrar de novo), visitinhas ao Frango Assado, encontrar com a Lalá e a Pri e e e *-*
O que aconteceu depois também foi bacana, mas já deixava um gosto de quero mais e de "oh, como queria voltar no tempo" :3
Well... tudo isso pode ser resumido com uma palavra: Indispensável!
E obrigado, de novo, por tudo!

:* s2
te amo muito, garota placebada :3

 
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